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domingo, 30 de agosto de 2020

Os dons mais ativados das Crianças Índigo, Cristal, Estelares, estão se  manifestando nos adultos também! - Ingrid Cañete

 “Somos aqueles que podemos ajudar a criança a lidar melhor com  a sua vida, a enfrentar as  suas frustrações e a compensar suas fraquezas, porém ,também somos aqueles que  podemos ajudá-las a perceber seus dons e a valorizar seu jeito único de ser."

Neuropsicopedagogos.


sábado, 4 de julho de 2020

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL - ESTRATÉGIAS ENSINO/APRENDIZAGEM


VYGOTSKY defendia que para que a aprendizagem se desse era necessário aprender por meio de experimentos, observações e principalmente por interações e assim,  desenvolver o psiquismo humano. Era necessário considerar as condições sociais em que o sujeito vivia e  as interações que ele estabelecia com o outro ,para  que desta forma construísse a sua SUBJETIVIDADE.

Porém , a construção da aprendizagem da criança  com deficiência Intelectual depende também, de adequações de grande e pequeno porte e consequentemente, práticas e estratégias pedagógicas efetivas, como:
Quais são os direitos dos portadores de deficiência intelectual?


  1.  Centralizar as atividades nas aprendizagens funcionais.
  2.  Priorizar o trabalho individual e em pequenos grupos.
  3.  Utilizar pistas gestuais e chaves visuais para permitir a compreensão de mensagens e situações. 
  4.  Proporcionar ajuda de forma sistemática, diminuindo a ajuda, ou aumentando as formas de  desafios conforme a necessidade da criança. 
  5.  Desmembrar as atividades em pequenos passos; dividir em etapas.
  6.  Evitar a superproteção por parte dos adultos e pares. 
  7.  Reforçar o esforço; elogiar. 
  8.  Favorecer a atividade sem erro. 
  9.  Trabalhar de forma sistemática as atividades da vida cotidiana.
  10.  Realizar práticas motivadoras e alegres que contemplem materiais e recursos diversos
  11.  Dar feedback imediato. 
  12.  Utilizar comandos verbais. 
  13. Trabalhar a memória associativa contextualizada. 
  14.  Utilizar-se do concreto, porém, não somente em dimensões físicas. 
  15.  Estimular curiosidade e desafios ao aluno. 
  16.  Reconhecer interesses do aluno. 
  17.  Instruções diretas sobre comportamentos em diferentes ambientes. 
  18.  Utilizar atividades em blocos.
  19.  Fazer direcionamentos durante a realização das atividades. 
  20.  Estimular a interação social. 
  21.  Fazer uso de tecnologias assistivas.
  22.  Observar a demanda de cumprimento das tarefas. 
  23.  Evitas comparação das potencialidades e dificuldades do aluno com seus próprios parâmetros

domingo, 28 de junho de 2020

DISLEXIA - O QUE É ISSO? - PARTE 2

Na segunda parte desta postagem irei apontar algumas estratégias que funcionam muito bem na prática e eu tenho usado no meu trabalho:

Primeiramente , devem ser feitas adequações de materiais pedagógicos para esse aluno. Esses materiais devem ser montados com as fontes 14 ou 16 , com espaçamento de 1,5 e de preferência que o texto seja disposto em tópicos para uma visualização limpa e objetiva.
 Vale pontuar que independentemente de qualquer estratégia aplicada  o sucesso escolar de um disléxico está baseado em uma terapia multisensorial (uso de todos os sentidos), sempre combinando atividades que motivem o uso da visão, da audição e do tato para ajudá-lo a ler e soletrar corretamente as palavras. 

Outras estratégias que ajudam :


  •  Usar folhas quadriculadas para matemática;
  •  Usar letras com várias texturas;
  •  Usar máscara para leitura de texto;
  •  Evitar dizer que a criança é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da classe;
  •  Não forçar a criança a ler em voz alta em classe a menos que demonstre desejo em fazê-   lo;
  •  Suas habilidades devem ser julgadas mais em suas respostas orais do que nas escritas.;
  •  Sempre que possível, a criança deve ser encorajada a repetir o que foi lhe dito para   fazer,  isto inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para melhorar a memória;
  •  Revisões devem ser frequentes e importantes;
  •  Copiar do quadro é sempre um problema, tente evitar isso, ou dê-lhe mais tempo para   fazê-lo;
  •  Demonstre paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo, principalmente   quando você estiver ensinando a alunos que possam ser considerados disléxicos;
  •  Ensine-a quando for ler palavras longas, a separá-las com uma linha a lápis;
  •  Dê-lhes menos dever de casa e avalie a necessidade e aproveitamento desta tarefa; 
  •  Não risque de vermelho seus erros ou coloque lembretes como “você precisa estudar   mais  para melhorar”;
  •  Procure não dar suas notas em voz alta para toda classe, isso a  humilha e a faz infeliz;
  •  Não a force a modificar sua escrita, ela sempre acha sua letra horrível e não gosta de vê-   la no papel;
  • A modulação da caligrafia é um processo longo;
  •  Use sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e principalmente nas     escritas.

  • E A ÚLTIMA ESTRATÉGIA E A MAIS IPORTANTE: ACREDITE NO SEU ALUNO, POIS ELE PRECISA SABER QUE ELE É CAPAZ... E ELE É!!

DISLEXIA - O QUE É ISSO? - PARTE 1


Você sabia que a DISLEXIA já foi chamada de"cegueira verbal congênita"?Era chamada assim, porque estava (e está)  relacionada às dificuldades para ler e escrever de pessoas que não possuem  nehum tipo de problema na visão.

A dislexia é um disturbio de aprendizagem que ocorre em alunos com audição, visão e inteligência dentro do esperado.Geralmente ela não pode ser atribuida a questões emocionais, mas podem causar essas questões no decorrer do tempo se não for compreendida e administrada de forma correta.
 Para compreendermos como ocorre essa falha no processo da aquisição da leitura e da escrita do indivíduo disléxo teremos que compreender o funcionamento do processo dessa habilidade .
 Nos indivíduos que não possuem dislexia, a área esquerda do cérebro é a responsável pela percepção e pela linguagem, subdividida em três partes:
  •  uma que processa fonemas,
  •  outra que analisa as palavras 
  • e a última que reconhece as palavras  

Essas 3 partes trabalham em conjunto e dão capacidade para que os ínivíduos aprendam a ler e escrever. Os alunos conseguem realizar essa tarefa apenas quando reconhecem e processam fonemas, memorizando as letras e seus sons.
Ocorre que com o tempo e o desenvolvimento do aluno na leitura e na escrita, sua memória permanente começa a ser construída, o que faz com que ela reconheça as palavras com mais agilidade e sem grande esforço, isso é o que chamamos de automatização da escrita e da leitura. 

As crianças disléxicas possuem falhas nas conexões cerebrais. Elas  apenas usam a região do cérebro responsável por processar fonemas e sílabas, enquanto a área responsável pela análise de palavras, não exerce a sua função. Isto quer dizer que as suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna a grande "inimiga" e a criança necessita de um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida. 

Simplificando o processo, pode-se dizer que a dislexia é causada por alterações nas áreas do cérebro responsáveis pelos sons da linguagem e do sistema que transforma o som em escrita. Devemos ter muito cuidado ao avaliar, pois esse distúrbio é confundido com frequência com outros problemas de adaptação escolar  e a diferença é que o aluno disléxico tem dificuldades em compreender o que está escrito e de escrever o que está pensando, portando ele consegue construir esse processo mental, mas não consegue reproduzi-lo graficamente em alguns casos.
 Quando tenta expressar-se no papel, o faz de maneira incorreta e o leitor não compreende as suas ideias. 

Para conhecermos um pouco mais das características encontradas, irei lista-las abaixo:
* Vale ressaltar que nem todos os indivíduos apresentam necessariamente todas as características.
  •  Fraco desenvolvimento da atenção ;
  •  Falta de capacidade para brincar com outras crianças ;
  •  Atraso no desenvolvimento da fala e escrita ;
  •  Atraso no desenvolvimento visual ;
  •  Falta de coordenação motora ;
  •  Dificuldade em aprender rimas/canções;
  •  Falta de interesse em livros impressos;
  •  Dificuldade com a memória imediata e a organização em geral;
  •  A pronúncia ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade evidente ;
  •  Inversão de palavras de maneira parcial ou total. Exemplo: A palavra “casa” é lida como “saca”; 
  •  Inversão das letras e números. Exemplo: “p” por “b”; “3 por “5” ;
  •  Alteração na ortografia em função de alterações no processo auditivo;
  •  Cometem erros na separação das palavras ;
  •  Dificuldades em distinguir esquerda e direita - Alteração na sequência das letras que   formam as sílabas e palavras ;
  •  Dificuldades na matemática ;
  •  Pobreza de vocabulário;
  •  Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo);
  •  Falhas na elaboração de   orações complexas e na redação espontânea;
  •  Copiam as palavras de forma errada mesmo observando na lousa como são escritas. 
                                          Fonte: Educação do deficiente físico e do multiplo deficiente ( Apostila Faveni)

sábado, 27 de junho de 2020

APRENDENDO MATEMÁTICA

HABILIDADES CONCEITUAIS 

Vamos falar de habilidades conceituais. A matemática é considerada uma linguagem que tem a função de expressar relações de quantidade, espaço, tamanho, ordem, distância, dentre outros. 
A medida em que a criança brinca com objetos de formas diferentes, quebra-cabeças, caixas de vários tamanhos ou  até utensílios de cozinha, como tigelas, a criança adquire uma visão dos conceitos pré-simbólicos de tamanho, número e forma. Ou quando ela coloca pequenas contas em um barbante e  figuras em quadros ,ela está aprendendo sobre sequência e ordem;e quando aprende frases: acabou,pouco, muito,  ampliamos suas ideias de quantificação.
. A criança irá progredir na  medida do seu conhecimento lógico-matemático, ela irá vivenciar isso por meio da  coordenação das relações que anteriormente estabeleceu entre os objetos. Para que esse  conhecimento físico seja construido (referente a cor, peso,formas.), ela irá ter a  necessidade de ter um sistema de referência lógico-matemático que lhe possibilite relacionar novas observações com o conhecimento já existente.Para isso podemos exemplificar de uma forma simples e dividida em etapas:

  Para perceber que um peixe é vermelho, ela necessita um esquema classificatório para distinguir ( as cores) o vermelho de todas as outras cores e outro esquema classificatório para distinguir o peixe ( animais) de todos os demais  que conhece.Desta forma esses conceitos são apresentados por etapas e facilitam a acomodação desse conhecimento e permite inserir no contexto com significado.

Desenho de Peixe pintado e colorido por Usuário não registrado o ...Desenho de Peixe pintado e colorido por Usuário não registrado o ...

domingo, 21 de junho de 2020

HABILIDADES NECESSÁRIAS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO


crianca-escrevendo - Nossa Vitória de Santo Antão


Existem várias habilidades psicomotoras que são essenciais no processo de alfabetização. A aprendizagem da leitura e da escrita exige muito mais do que juntar 
B + A = BA.
 Exige um conjunto de habilidades que devem ser construídas com a criança aos poucos , como por exemplo:

Área de lateralidade
 • Dominância manual já estabelecida.

Área de habilidades conceituais
 • Conhecimento numérico suficiente para saber, por exemplo, quantas voltas existem nas letras m e n, ou quantas sílabas formam uma palavra .

Área de coordenação visual e manual
  • Movimentação dos olhos da esquerda para a direita, domínio de movimentos delicados adequados à escrita, acompanhamento das linhas de uma página com os olhos ou os dedos, preensão adequada para segurar lápis e papel e para folhear.

Área de percepção auditiva
• Discriminação de sons 

Áreas de percepção visual, orientação espacial, lateralidade, habilidades conceituais
 • Adequação da escrita às dimensões do papel, reconhecimento das diferenças dos pares b/d, q/d, p/q etc., orientação da leitura e da escrita da esquerda para a direita, manutenção da proporção de altura e largura das letras, manutenção de espaço entre as palavras e escrita orientada pelas pautas .

Área de orientação têmporo-espacial 
• Capacidade de decompor palavras em sílabas e letras (análise); 

Área de comunicação e expressão
• Pronúncia adequada de vogais, consoantes, sílabas, palavras.

Área de orientação têmporo-espacial 
• Noção de linearidade da disposição sucessiva de letras, sílabas e palavras.  

•Capacidade de decompor palavras em sílabas e letras (análise); 

• Possibilidade de reunir letras e sílabas para formar novas palavras (síntese).  






COMO SE DÁ A APRENDIZAGEM???

                                                 COMO SE DÁ A APRENDIZAGEM ?


Como defendo aqui a "INCLUSÃO"  em todas as suas instâncias falar de PIAGET, que vê o MEIO como um dos principais caminhos para as novas aprendizagens, é de suma importância conhecer a sua teoria.

Piaget fala que a inteligência se constrói mediante a troca entre o organismo e o meio, mecanismo pelo qual se dá a formação das estruturas cognitivas. O organismo com sua bagagem hereditária, em contato com o meio, "perturba-se, desequilibra-se"e, para superar esse desequilíbrio e se adaptar, constrói novos esquemas. 

Dessa maneira, as ações da criança sobre o meio: fazer coisas, brincar e resolver problemas pode produzir formas de conhecer e pensar mais complexas, combinando e criando novos esquemas, possibilitando novas formas de fazer, compreender e interpretar o Mundo que a cerca. 

 A aprendizagem ocorre nas sensações experimentadas, significadas, afetivas  intelectualmente, armazenadas e utilizadas, reutilizadas e percebidas em novas relações e, assim por diante, vão formando um banco de dados que no futuro será retomado em processamentos cada vez mais complexos e abstratos. 

REFERÊNCIAS: 

PIAGET, Jean. A construção do real na criança. 3 ed. São Paulo: Editora Ática, 2001. ______.Para onde vai a educação? 15 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000. ______; INHELDER, Bärbel. A psicologia da criança. 16 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. 

 “ Somos aqueles que podemos ajudar a criança a lidar melhor com  a sua vida, a enfrentar as  suas frustrações e a compensar suas fraquezas,...